sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Crescer


Eu continuo.
Tentando.
Me enganando.
Esperando que a solução caia dos céus
E venha com manual de instrução.
Ninguém te diz como é complicado crescer e fingir que se importa com o futuro.
Nada parece importante quando 
Se espia pela fechadura dos segredos.
Perdi as chaves no meio do caminho até seu sorriso.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Murmúrios...mmmm


Eu implorei por uma chance a mais
Um sinal de que tudo ficaria bem
Mas tudo que ganhei foram feridas na alma,
Orgulho arranhado e lembranças ruins
Chorei dilúvios e me conti em represas de auto-proteção
Sem permitir que os sentimentos fluissem livremente nas palavras
Como um animal ferido recuei acuada aos cantinhos
Temendo minha própria consciencia
Seu olhar decepcionado persegue meu bom senso
Como um fantasma vingativo
E eu me nego a desfalecer se lutar,tentar,me desapontar
E não importam os medos infantis
O espírito de liberdade cochichou no meu ouvido que quer casar comigo
Aceitei.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Flores e armaduras


Em contemplações familiares, reviro cada passado singular
Que seus olhos de águia insistem em não admirar
Espero inconstante por rastros de uma explicação racional
Que de sentido a esses insultos emergindo da garganta dormente
Ele tem gritado e se incomodado por coisas
Tão absurdamente insignificantes que não conseguem interromper
Seus protestos, e nem mesmo se recorda por que começou
E o mundo faz a retrospectiva de suplicas bem direcionadas
Mas não encontram o caminho de volta pra casa
Sua compaixão se escondeu numa armadura e não

Protegeu de bom grado meu fardo desencontrado

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

De mãos dadas



Em cada grito
Escondi um sorriso
Voce pode encontrar
Se agarre as beiradas
Do prédio em ruínas
Ruindo em indiferença
A cada dia os olhos 
Se entediam em esforços
De visualizar a saída
Em neón luminoso
Só há um rosto
Borrado e tropego
Tropeçando em meus ideais
Mas é a única saída
Encontrei alguém 
Atalho fora da estrada
Vou fugir a pé
De mãos dadas

sábado, 9 de novembro de 2013

Ócio suburbano


Espera impaciente se finge de contente e grita
 Inconformidades aos murmúrios escondidos.

A única maneira insana de sobreviver ao tédio particular.
A paisagem se converte em insensatez quando as crianças cochilam.
Aceite todo esforço e permita que as coisas se encaminhem.
Como se fosse fácil esquecer, as memórias ruins tem prazo de validade indeterminado.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Flores insensatas



É desconcertante ouvir ele chorar.Parece um lobo gripado. O pior é que não sou tão sensível assim quanto meu vestido de flores dá a entender. Então tudo que posso fazer é afagar seu cabelo dourado e dizer que vai passar. Ele soluça e diz coisas incompreensíveis como um garoto mimado. Eu me digno a acenar com a cabeça e concordar com seus impropérios. Em plena sexta á noite ele trata de brigar com a (sonsa) do cabelo espichado e saltos imorais e me liga desesperado por um ombro amigo.Então é isso: eu poderia estar curtindo minha noite livre  e me divertindo sem culpa ao lado de algum bonitão fútil,mas estou aqui no meu apartamento perdendo meu tempo com um cara que insiste em me confundir com uma psicóloga ou sei-lá-o-quê. Preciso aprender a dizer não. Ai meu Deus, agora ele tá vomitando no meu tapete novo. Não dava pra ficar triste sem se embebedar cara? Puxa, esse tapete foi caro e é vermelho como eu gosto. Droga. Não desmaia que eu não consigo te segurar. Tudo bem, você pode dormir aqui hoje. Mal terminei de falar e o folgado já tá babando no meu sofá. Bem que eu merecia uma paixão platônica melhorzinha, né?

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Insonia ameaçadora


Num estado inconstante de letargia dissonante ela se incomoda com os ruído das pestanas.Os sonhos se debatem presos numa cama,tão livres quanto fósseis. Flutuam no espaço feito verdades não ditas,assombrando suas mentiras e já não era sem tempo. Tempo suficiente para compreender,tempo para se desprender do passado. Batendo na porta feito soldado, a despejar más notícias numa pobre família. Ela se esvai em pesadelos e estremece o coração em puro desespero. A realidade é um pesadelo quando o da se põe de pé e as noites transcorrem sem fé. Tarde demais para desistir e ela teve escolhas demais para se arrepender. O comedimento se torna essencial, mas para ela é fatal. Tédio puro(?) num mundo devagar, se arrastando em compromissos inadiáveis, horários estressantes e o cronometro na estante. Cronos, maldito!Se sacode em sorrisos caçoando dos compromissos e do ser humano ridículo que se divide em mil pedaços para dar conta dos fracassos. Ela boceja, suspira, inspira, expira.Nada é suficiente para deixar de ser ausente.