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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

De mãos dadas



Em cada grito
Escondi um sorriso
Voce pode encontrar
Se agarre as beiradas
Do prédio em ruínas
Ruindo em indiferença
A cada dia os olhos 
Se entediam em esforços
De visualizar a saída
Em neón luminoso
Só há um rosto
Borrado e tropego
Tropeçando em meus ideais
Mas é a única saída
Encontrei alguém 
Atalho fora da estrada
Vou fugir a pé
De mãos dadas

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Haicai (ou talvez não caia!)




Ultimamente tenho praticado a concisão em meus poemas desde que li por acaso um poema de Millôr Fernandes que dizia apenas o seguinte: 
Pavão doente. Morre no céu. O Sol poente. 
Ao pesquisar, descobri que esse poema faz parte de um genero conhecido como haicai aqui no Brasil. Veja abaixo a definição.
Haikai (俳句 Haiku ou Haicai?) é uma forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade. Os poemas têm três linhas, contendo na primeira e na última cinco caracteres japoneses (totalizando sempre cinco sílabas), e sete caracteres na segunda linha (sete sílabas). 
Fonte:Wikipédia

Encantada por essa forma de poesia compactada,ideal para nosso tempo tão acelerado, mergulhei fundo pesquisando obras de outros autores. Achei esse aqui do poeta Guilherme de Almeida muito interessante.

Histórias de algumas vidas
Noite. Um silvo no ar,
Ninguém na estação. E o trem
passa sem parar.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Íris


Ele me olha de um jeito
Por pouco não me perco
Naquelas íris castanhas
Doce e estranha
A sensação no meu peito
Quando ele me olha daquele jeito
Se ressente
Não esconde o que sente

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Vãs desculpas



Sentados num café lotado
Me pergunto por que ainda estou ao seu lado 
Se não há mais nada a dizer
E tudo o que foi dito não passa de um clichê
Não é voce 
Sou eu
Que desculpa esfarrapada vc me deu

terça-feira, 15 de maio de 2012

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Decadencia...


Decadente mente retrogáda
Rebobinando todas as voltas
Em que se escondem nossas histórias
Ao ponto de partida retorna  
De novo não- a garota implora
Mas já é tarde,a mente a ignora
A noite vai se despedindo das estrelas
No horionte o dia renasce
Renovando a velha tristeza
Acho que ele é um inventor
Um grande mágico,ou seja lá o que for
A todo instante me faz voltar a fita
As palavras há muito ditas
Hoje vazias e ressentidas
Voltar ao beijo de despedida
Minucioso e sem malícia
Vou dar pause nisso tudo
Por ordem no absurdo
Caos mental em que me encontro
Vendo voce por todos os cantos
-Decadencia aos prantos-